Por dois anos, tentei rodar um pipeline de 250 projetos em ferramentas
que não tinham sido feitas para design.
Asana. Trello. Notion. ClickUp. Planilhas que eu refazia a cada três
meses. Cada uma prometia flexibilidade. Cada uma exigia que a equipe
traduzisse o trabalho real para um vocabulário genérico que não
cabia. O resultado era sempre o mesmo: semanas de adoção, meses de
erosão, abandono no fim.
O que quebrava, em toda tentativa, não era a ferramenta. Era o
tecido conjuntivo — as decisões, aprovações, repasses e
especificações que mantêm um projeto inteiro. Eles viviam em nove
lugares ao mesmo tempo e em nenhum lugar de forma confiável. E
quando a diretoria me fazia pergunta de verdade — sobre produtividade,
sobre gargalo, sobre contratar ou desligar alguém — eu respondia
com achismo informado.
O custo dessa lacuna não se mede em tarefa perdida. Se mede em
negócio perdido antes mesmo de o projeto começar, em prazo estourado
porque ninguém sabia que o prazo estava em risco, e em decisões
tomadas durante anos em cima de dados errados.
Construí o ISSA Project para fechar essa lacuna, do jeito que
estúdios de design realmente trabalham.